quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Nunca mais é Sábado

É uma contradição que me assola a cada passo, este desejo que o tempo corra e pare, que seja Sábado e se mantenha Quinta. Penso em ti constantemente, na tua rotina diária, no que pensarias se estivesses aqui, no que dirias se te contasse...
As saudades são físicas, quase palpáveis. Paro, por vezes, com os teus dedos a afastarem-me o cabelo, a deslizarem-me pelas costas. Imagino-me constantemente nos teus braços, a mergulhar o nariz no teu peito para sentir o teu cheiro.
Imagino o teu olhar, o teu sorriso, a tua gargalhada. É quase como se estivesses sempre comigo. Guardo cada imagem, cada palavra, cuidadosamente, embrulhadas em carinho. Levo tudo embrulhado para ti, Amor, e Sábado está quase a chegar.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Na tua ausência

Na tua ausência, sinto demais a tua falta.
A falta de tudo nem que seja da tua voz a aquecer-me a alma.
A falta do que fazer, o andar meio sem rumo nos tempos que são nossos.
Falta-me metade de mim.
Nunca mais é sábado.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Ano Novo

Depois dos foguetes e das festas, dos brindes, dos beijos, dos gritos e dos risos, depois de todos irem dormir ficámos só nós, quentinhos, de mãos dadas e alma aberta, como dois miúdos. E foi assim, olhos nos olhos, que vi, de novo, o amor a encher-te o olhar e a apagar as minhas angústias. E é assim que percebo, mais uma vez, que é verdade o que existe entre nós, que não desapareceu nem enfraqueceu e que se eu não vejo sempre é porque me esqueço de olhar.
Esta noite disseste coisas que me marcaram e das quais me vou lembrar sempre e que me tornaram a primeira mulher completamente feliz de 2010. Aconteça o que acontecer, nada apagará isso.