Fico sempre com a noção de que ficou imensa coisa por dizer. Duas horas é sempre pouco, por mais que se aproveite cada segundo. Acabaste de sair e já só penso na vez seguinte. Mas isto nunca mais passa?
quinta-feira, 29 de maio de 2008
domingo, 25 de maio de 2008
Estou aqui
Sei que neste momento não serve de nada, não ajuda nada, não te resolve nada. Mas não me lembro de mais nada para te dizer. Queria poder proteger-te, arrumar o mundo num cantinho e resolver os problemas todos. Leio o que me escreves e adivinho o que não escreves. Vejo os sentimentos que se revolvem dentro de ti, o desespero, a ansiedade, a culpa, a impotência, a raiva, a frustração, as dúvidas, o cansaço, a vontade de conseguir resolver tudo da melhor maneira. Sinto o peso enorme que se abateu sobre os teus ombros e o desejo de que tudo desapareça. Só me apetece correr para ti e abraçar-te e não posso. Estou aqui, porque não posso estar aí, mas estou aqui para o que der e vier, para as coisas boas e para as coisas más. Para partilhar o peso e dividir as preocupações. E seja o que for, seja como for, vamos superar.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Sentidos V
Toco-te. Por fim e porque me perco. Levanto voo e já não sei o que faço, nem onde estou. Pairo uns momentos e deixo-me afundar na vontade. Depois emerjo, mais uma vez, para me debater e lutar mais um pouco. Porque não posso, não podemos, é egoísmo, não estamos sós.
Afasto-me e respiro fundo. Olho para ti louca de desejo e num instante deixo de raciocinar, deixo de perceber porque não podemos. Acalmo-me. Paramos os dois. Tu olhas-me e sorris. "Pensas que és só tu que sentes?" - dizes suavemente, com uma voz que devia ser ilegal. E eu fecho os olhos e mergulho de novo nos teus braços, no teu cheiro e na inevitabilidade, dividida, partida entre o que quero e o que devo.
Ainda não foi hoje, ainda não foi desta. Por hoje ainda conseguimos pensar. Amanhã nem sequer existe.
Sentidos
Falas tanto de cheiros e hoje fui eu que vim completamente inebriado e toldado em cheiros, e sabores, visões e sensações. toldado, completamente ciente de todos os meus sentidos, evidentes e activos hoje. Cheirei-te, ouvi-te, vi-te, saboreei-te, toquei-te. Toquei-te. E como é importante e bom o toque, o sentir e o fazer sentir, o percorrer o teu corpo com os meus dedos, o roçar as minhas unhas ao de leve na tua pele e sentir o arrepiar, e o jeito com que me olhas em desespero de causa, com aquele olhar de quem está à beira de perder o controle e deixar-se levar pelos sentidos apenas. Os sentidos, esses ingratos que sentem o que não queriamos sentir, que nos fazem cair os principios, que nos fazem enlouquecer e desejar. DIzes que às vezes pensas que és só tu, então se sim explica-me porque diabo eu vou também e me deixo levar por esses benditos sentidos que me fazem sorrir.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Normalidade
Penso sempre que vai ser normal. Que é desta vez que vai ser normal. Que vamos estar como amigos e deixar para trás toda esta loucura. E de cada vez, tudo desaba de novo, tudo acontece de novo. Os meu lábios procuram os teus, as minhas mão procuram o teu corpo, páro de pensar no que é racional, desafio-te, provoco-te, e sim adoro sentir como te desfazes arrepiada nas minhas mãos, e desisto. Passo apenas a pensar que é assim mesmo. Que não vale a pena pensar, é assim e pronto.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Vazio
Hoje tenho a alma lavada em lágrimas e cada passo exige de mim um esforço incomensurável. Sei que não posso largar os meus pesos em cima de ti. Sei que tenho que resolver sozinha, que resolver-me sozinha. Mas tudo o que consigo é manter os olhos abertos e apanhar as peças que vão caindo, num esforço impossível de me manter inteira.
É a primeira vez que preciso de ti e tu não estás. O vazio é enorme, negro, infindável e ameaça engolir-me a cada segundo que passa. Não consigo pensar em amanhã. Não consigo sequer pensar no anoitecer de hoje. Apanho as peças que caem, mas há algumas que me faltam e, neste momento, parece que me vão faltar para sempre. Que me vão fazer sempre falta. Só me lembro do que escreveste sobre faltar uma parte de mim. Pergunto-me se alguma vez me voltarei a sentir inteira.
É a primeira vez que preciso de ti e tu não estás. O vazio é enorme, negro, infindável e ameaça engolir-me a cada segundo que passa. Não consigo pensar em amanhã. Não consigo sequer pensar no anoitecer de hoje. Apanho as peças que caem, mas há algumas que me faltam e, neste momento, parece que me vão faltar para sempre. Que me vão fazer sempre falta. Só me lembro do que escreveste sobre faltar uma parte de mim. Pergunto-me se alguma vez me voltarei a sentir inteira.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Sentidos IV
Saboreio-te. Horas depois de te deixar, sinto ainda o teu sabor nos meus lábios. Intenso, doce, a tabaco e cereja. Como se estivesse a ser beijada por um fantasma. Pergunto-me se a memória dos teus beijos alguma vez se desvanecerá. E pergunto-me constantemente onde é que vamos parar e se conseguiremos não ir mais longe. Lembro-me das conversas que tivemos, das vezes que pensei que seria o último post, que o blog estava encerrado. E não consigo, nunca consigo.
Gravo o sabor na memória. O que quer que se passe ou não, a Primaverá saberá sempre a tabaco e cereja.
Gravo o sabor na memória. O que quer que se passe ou não, a Primaverá saberá sempre a tabaco e cereja.
Subscrever:
Mensagens (Atom)