Tem sido desde o início. Uma viagem com um destino imprevisível e uma duração incerta. Ao principio era a subir, lentamente, quase sem sentirmos que estávamos a andar, mas com o estômago apertado pela adrenalina, pela excitação, por não sabermos onde íamos nem onde era o topo. Foi bom. Depois o pico veio, demasiado depressa, quase sem darmos por ele.
Agora é sempre a descer, rápido, com o vento a bater na cara e a tirar-nos o ar. De vez em quando há um solavanco e levantamos voo. Sinto-me muitas vezes assim, a pairar... Sem saber qual é o caminho nem onde vou aterrar. Continua a ser bom, continuo a não querer sair, apesar do descanso de saber que há um fim à vista, do conforto que dá saber que não descarrilámos.
Vale a pena escreveste tu. Valeu. Vale.