segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Fantasmas

Tenho fantasmas dos teus beijos nos meus lábios. Sinto-lhes o toque suave, brincalhão e quase, quase lhes sinto o gosto.
Tenho fantasmas dos teus dedos nas minhas costas, a tocarem-me suavemente pra cima e para baixo, a levantarem-me os cabelos, a ameaçarem um abraço.
Tenho o fantasma da tua respiração no meu pescoço, um sopro quente e suave a passear-me na pele e a arrepiar-me o desejo.
Tenho o teu fantasma em mim, a acompanhar-me nas horas em que não estás, a atiçar-me a vontade e a acender-me o espírito. Um fantasma que enche mas não preenche. Não demores, amor.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Tu

Estamos, por várias razões, um pouco privados da companhia um do outro. Nem como estávamos habituados, nem como gostariamos que fosse, por esta ou aquela razão não temos podido estar tanto um com o outro. E embora, apesar de tudo isso, nós sejamos peritos em inventar tempo, sinto a tua falta. Faz-me confusão e aperta-me a alma, sentir-te doente e triste. Faz-me confusão os macaquinhos que te assaltam de vez em quando. Porque eu sei perfeitamente porque me fazes falta. Porque estás sempre lá, porque ouves, porque te preocupas, porque corres, porque amparas, porque amas, porque beijas, porque sexas, porque as coisas fazem sentido é a dois, és, resumidamente, a melhor companheira do mundo.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Só para dizer

Podia ser lamechas e dizer como a canção, mas é muito mais do que a canção. Não basta dizer que te amo. Quero mesmo é dizer que fazes parte de mim, quando estás ou não, é em ti que penso, é a ti que quero, és tu que desejo. E se tu sentes o meu cheiro em ti, eu sinto o teu em mim, sinto o teu gosto, oiço o teu riso, vejo o brilho dos teus olhos, sinto a tua mão que me ampara, e é em boa parte isso que me faz tão seguro e que me faz avançar, com a certeza de que és minha, tanto como eu sou teu. Assim, tão simples e tão naturalmente.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Cheiro

A minha pele cheira a ti. Penso que da manhã passada juntos, mas não tenho a certeza. É recorrente esta sensação de que tenho em mim o teu cheiro, mesmo em dias em que não te vejo. Gosto deste cheiro esquivo, que quase desaparece se aproximo o nariz e dou comigo a cheirar o meu braço inúmeras vezes.
A minha pele cheira a ti. Parece-me tão natural. Estranho seria que, após tantos dias a pensar em ti, após tanto desejo e tanta saudade não houvesse provas físicas do que sinto. Estás irremediavelmente entranhado em mim.
A minha pele cheira a ti. Por isso quando te digo que estás sempre comigo não dúvides. Mais do sabê-lo, consigo cheirá-lo.

domingo, 16 de agosto de 2009

Amor

Atiras a palavra ao ar, descuidadamente, inserida na frase de forma casual como se ali pertencesse. E eu sorrio enquanto me sinto aquecer por dentro e finjo que não percebo. Finjo que não sei tudo o que queres dizer, que não leio o medo misturado nos sentimentos, que não sinto as certezas que afirmas de cada vez.
E apanho a palavra ainda no ar, rapidamente, disfarçadamente. Guardo-as todas juntas, numa caixa fresca que abro quando estou sozinha. Nessas alturas pego nelas e saboreio-as vagarosamente, recordo o tom da tua voz, o brilho dos teus olhos, a expressão do teu rosto quando as disseste. Deixo-as derreterem-se na boca e derreto-me com elas, fazendo-as durar no meu espírito e dando-lhes finalmente a importância devida. É nessas alturas que percebo que a frase mais bonita do mundo pode ser simplesmente: "Dorme bem, meu amor."

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Dia Especial II

Hoje foi dia de acordar com um beijo apaixonado e ficar encostada a ti a sentir o sono transformar-se em paixão. Foi dia de te levar o pequeno-almoço à cama, torradas, bolo e sumo de laranja e deitar-me ao teu lado a falar de nada. Dia de sair pra te levar e voltar a correr para almoçar contigo, só nós dois, isolados do mundo, entre risos e brincadeiras. Dia de te ler enquanto almoçamos e ouvir-te resmungar que não te apetece quando te levo de novo ao trabalho. Dia de viver outra vida e sentir-me feliz a fazer aquilo que há um ano sonhei acordada.

Confortável

Há quem diga que o conforto mata uma relação. Que quando as pessoas se sentem confortáveis começam a deixar a coisa andar e a esquecer-se dos pormenores. WRONG. Isso é o que acontece quando cada uma, ou uma das pessoas na relação se sente confortável materialmente. Hoje como de outras vezes eu senti-me confortável. Senti-me particularmente confortável até, nesta nossa relação que o é não o sendo própriamente. Senti-me confortável porque tu me lês. senti-me confortável porque nos conhecemos tão bem ao ponto de sabermos exactamente o que o outro quer ou pensa. Ao ponto de não precisar de falar, e mesmo assim falarmos tanto. Ao ponto de saber o que precisas, e de tu adivinhares o que preciso, e mais do que isso o que desejo. Senti-me confortável ao adormecer e acordar com as mesmas sensações e depois me renascer num pequeno almoço levado à cama. E sinto-me particularmente confortável por sentir que tu sabes que ÉS TU, e que com isso adormeces confortável à noite.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Em todo o lado

Ontem telefonei-te para vires almoçar comigo. Uma coisa tão banal. Hoje precisamos menos almoçar, porque estamos muito mais um com o outro. Mas, de repente senti a falta daquelas pequenas coisas que fizeram o nosso dia a dia noutras situações, quando as possibilidades de estarmos um com o outro eram muito mais escassas. Ontem telefonei-te para vires almoçar comigo. Porque é importante mimar-te, e não perder a magia de momentos que foram tão importantes para nós. Porque é importante não perder essa magia. Porque é importante cultivar as coisas boas e não as deixar desvanecer.
Também é imporante este mural, onde pintámos os nossos desejos e sentimentos durante tanto tempo. Onde gritámos amores e paixões, confusões e desditas, medos e receios. Este mural onde de uma maneira ou de outra está pintada parte da nossa história, e uma parte importante.
Está cada vez mais interrupto este mural, mas está aqui. Releio-o de vez em quando de fio a pavio e revejo-nos. E de vez enquanto passo por aqui e pinto mais umas palavras, mantendo a chama acesa.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Primavera

É Primavera e apetece-me gritar que te adoro. A cada momento apetece-me ver-te. Não quero esperar mais.

terça-feira, 17 de março de 2009

Forças

Preciso de ti. Preciso dos teus braços. Hoje acordei a pensar que tenho de aguentar mais um pouco, mais uns dias e a descobrir que vai ser muito difícil. Arrastei-me para o trabalho, mas ao entrar no edifício este desabou sobre mim. Agora ando debaixo dos escombros, a tentar chegar à hora do almoço.
Preciso de dormir, de recuperar forças, mas custa-me a ideia de que se dormir não te verei hoje. A poeira da derrocada entrou-me para os olhos e tenho um peso enorme nas pálpebras. Quero parar e esconder-me e não posso. Se não te vir hoje, terei de esperar mais três dias para te abraçar e não quero esperar nem mais um minuto.
Respiro fundo e engulo o desespero misturado com o ar fresco da manhã. Eu consigo, porque me lembro dos últimos dias. Eu consigo porque revejo o carinho espelhado na tua cara quando olhaste para mim. Eu consigo porque ontem me perguntaram se estavas apaixonado e não tive dúvidas em responder que sim. Eu consigo porque te sinto comigo e contigo não tenho medo de nada.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Shiu

Espero por ti confortado na ideia de que descansas. Que descansas e retomas forças das que gastas nessa batalha diária de enfrentares as decisões que tomaste, mesmo que tenhas pensado que seria muito mais fácil. Espero por ti confortado na ideia de que enquanto descansas e dormes sou eu que encho os teus sonhos. Dorme...Desacansa...Eu não tenho pressa...Nenhuma...No fundo sei que é comigo que estás, portanto espero calmamente e sorrio enquanto te vejo dormir com um sorriso nos lábios. Aquele sorriso...é para mim.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

E depois de nós?

Será que existe?

Também tu me completas, e é contigo que me sinto inteiro, completo...é contigo que me sinto EU!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

E depois de nós?

Tento imaginar um mundo de que não faças parte... Noites vazias, dias frios e tristes, horas que passam cheias de impaciência. Já foi assim. Lembro-me de passar os dias à espera da noite, de ver televisão horas seguidas, de ler o mesmo livro 5 vezes, de revirar a Internet à procura de algo, sem saber bem de quê...
Não quero imaginar mais. Não quero um mundo sem ti.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Presente

Hoje queria um presente, mais do que alguma vez quis alguma coisa na vida. Por isso te disse que te queria ver hoje. Hoje queria um beijo apaixonado, um beijo real num aniversário real, disseste tu o ano passado. Mas tal como o ano passado tive apenas o desejo. Talvez pró ano.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Música

A música chega, envolta na tua voz e percorre-me de cima a baixo embalando-me.
Relaxo pela primeira vez no dia e deixo-me ir… baloiço-me lentamente enquanto a música me abraça e sinto a tua presença, junto a mim. Fecho os olhos e oiço a tua respiração nos meus ouvidos. Estou cansada. O meu corpo deixa-se invadir pelo calor do abraço e por momentos quase consigo sentir os teus lábios no meu pescoço. O arrepio traz-me de volta à realidade. Miss you.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Bom Dia!

Ainda tenho a preguiça do sono em mim. Levantei-me há pouco e sinto que parte de mim ainda dorme. Telefonei-te e o som da tua voz embalou-me mais um pouco. Chove lá fora. Queria começar o ano aninhada em ti, os dois a ver na televisão programas inócuos, confortados pela proximidade do outro. Já aconteceu, pode ser que volte a acontecer.
Não quero fazer retrospectivas. Não me apetece, tenho medo. Li o que escreveste, adorei cada palavra, mas não quero pensar no ano que passou. Não quero pensar no ano que vem também. Nos últimos dois anos desejei aos meus amigos mimos e afectos e acho que os recebi de volta com juros. Este ano nem isso me atrevo a desejar. Queria um ano simples.
Mas tenho que te dizer algo, devo-te isso depois de tudo o que passámos juntos.
Completas-me. Equilibras-me. Eu sei que te disse isto antes e que não é novidade, mas quando penso em nós é o que me ocorre. Isso e quentinho.
Nada disto faz sentido, mas também sei que não tem que fazer. Sei que vais ler e perceber. Para acabar como tu acabaste: quando penso no ano que passou só me ocorre uma expressão, que sei que globaliza tudo o que de bom, quente, doce e confortante temos entre nós, CHÁ COM TORRADAS!