Hoje acaba um ano, e amanhã começa outro e em nada se vai notar a mudança, neste emaranhado de dias consecutivos que é a vida. Hoje acaba um ano. Um ano em que tu foste super importante no meu equilibrio. Hoje acaba um ano. Um ano em que estiveste sempre presente, um ano em que foste o fiel da minha balança e me equilbraste passo após passo. Hoje acaba um ano. Um ano em que só tenho uma palavra a dizer-te.
OBRIGADO,
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Sorriso
Não consigo parar de sorrir. Aqui estou eu, numa reunião seríssima e de sorriso parvo no rosto. Sorrio porque as coisas vão finalmente correr bem para ti, porque me ligaste a contar, porque te preocupaste, porque senti o alívio na tua voz, porque pensaste logo no tempo para nós. Porque faz um ano que te vejo infeliz e vai saber-me tão bem ver-te feliz.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Desmanchar-te
Sim é boa esta sensação de te ir conhecendo os recantos, as vontades, os desejos.
Quando não é igual a SIM, quando chega quer dizer não páres, quando acho que não consigo mais soa apenas a desafio para conseguir.
Sim, gosto da sensação de saber como te desmanchar aos bocadinhos, de te ter na palma da minha mão e brincar contigo, mas sobretudo de, na consequência, ver o brilho da exaustão nos teus olhos, sentir a tua voz melada, aspirar no teu cheiro a satisfação.
Gosto quando te tentas soltar e soltas as palavras para ti proibidas, à procura do que pretendo, quando o que pretendo é apenas que te soltes e sejas capaz de ir mais longe, cada vez mais longe, e que disfrutes cada vez mais.
Parece uma pauta musical:
"mi sobre si sem dó, lá em cima de sol fá"
Acendo um cigarro que aceitas, talvez apenas porque neste momento aceitas quase tudo, corpo e mente em Zen.
O frio....
Qual frio?
Quando não é igual a SIM, quando chega quer dizer não páres, quando acho que não consigo mais soa apenas a desafio para conseguir.
Sim, gosto da sensação de saber como te desmanchar aos bocadinhos, de te ter na palma da minha mão e brincar contigo, mas sobretudo de, na consequência, ver o brilho da exaustão nos teus olhos, sentir a tua voz melada, aspirar no teu cheiro a satisfação.
Gosto quando te tentas soltar e soltas as palavras para ti proibidas, à procura do que pretendo, quando o que pretendo é apenas que te soltes e sejas capaz de ir mais longe, cada vez mais longe, e que disfrutes cada vez mais.
Parece uma pauta musical:
"mi sobre si sem dó, lá em cima de sol fá"
Acendo um cigarro que aceitas, talvez apenas porque neste momento aceitas quase tudo, corpo e mente em Zen.
O frio....
Qual frio?
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Sem Frio
"Não abras a janela" - pedes-me com ar ensonado - "Vem para aqui, está frio..." E eu vou, colar-me a ti, a pensar que preciso de dormir e a saber que vou ficar acordada. Está mesmo frio, penso enquanto me aconchego em ti e fecho os olhos. Depois abraças-me e o mundo pára. O tempo voa com uma rapidez estonteante e eu sinto-o a voar e deixo, tonta também, numa enorme vertigem de ti.
Pedes-me palavras que eu não tenho e eu tento clarear a cabeça, tento dar-te o que queres e não consigo. No pensamento as imagens misturam-se com as sensações e os sentimentos e eu flutuo e ardo e afundo-me e perco-me. Não sei o que digo, não se o que queres de mim... sei que estou bem, estou inteira e pertenço ali, nos teus braços. "Não tenhas medo." - sussurras baixinho enquanto me envolves. "Não tenho medo, contigo nunca tenho medo!" - respondo com certezas no tom, as únicas que tenho. Agarras-me como só tu sabes e dissipas as dúvidas, os medos e o resto do Universo.
O frio foi-se e eu derreto-me, como sempre. "Adoro sentir-te desmanchares-te nas minhas mãos."- dizes com uma sorriso carinhoso e um calor na voz que me envolve e penetra em mim e me faz desmanchar de novo. O chão treme, o ar fragmenta-se, cristaliza-se e cai sobre nós. As estações misturam-se e esvaem-se e nada existe a não ser o momento. Somos nós, ali e chega-me. A paixão, que há pouco dizia acabada, reacende-se em ondas e espalha-se pelos nossos corpos, intercaladas por conversas de alma aberta, com sentimentos a escorrerem-me dos lábios.
Depois chega o fim, forte, súbito, concretizado numa campainha estridente a coincidir com a última onda de paixão. O Mundo retoma o movimento, faço uns telefonemas, reinvento o tempo que ignorámos, recoloco o cosmos no sítio. Saio para o frio quase sem o sentir, a alma ainda cheia de ti. Faço os gestos necessários de forma automática, presa ainda nas sensações da tarde. Tento apanhar pedaços de ti no que vejo à volta. Deslocámos os planetas... dois deles colaram-se à Lua, numa desculpa para ouvir de novo a tua voz. "Não a vejo, há demasiados prédios aqui". Odeio estes obstáculos que nos separam.
Chego finalmente a casa, exausta. A realidade apanhou-me de novo e quero fugir. Deito-me e adormeço, derrotada, sem descansar realmente, a esforçar-me por ignorar os puxões do quotidiano. Acordo com o silêncio da casa. Sinto a falta dos teus braços. Reviro-me na cama a saber que não vou conseguir voltar a adormecer. Levanto-me em busca de restos de ti e tu voas para mim, como podes... Deixo-me embalar pela tua voz e durmo por fim, com o corpo a latejar de recordações e a alma quente de ti.
Pedes-me palavras que eu não tenho e eu tento clarear a cabeça, tento dar-te o que queres e não consigo. No pensamento as imagens misturam-se com as sensações e os sentimentos e eu flutuo e ardo e afundo-me e perco-me. Não sei o que digo, não se o que queres de mim... sei que estou bem, estou inteira e pertenço ali, nos teus braços. "Não tenhas medo." - sussurras baixinho enquanto me envolves. "Não tenho medo, contigo nunca tenho medo!" - respondo com certezas no tom, as únicas que tenho. Agarras-me como só tu sabes e dissipas as dúvidas, os medos e o resto do Universo.
O frio foi-se e eu derreto-me, como sempre. "Adoro sentir-te desmanchares-te nas minhas mãos."- dizes com uma sorriso carinhoso e um calor na voz que me envolve e penetra em mim e me faz desmanchar de novo. O chão treme, o ar fragmenta-se, cristaliza-se e cai sobre nós. As estações misturam-se e esvaem-se e nada existe a não ser o momento. Somos nós, ali e chega-me. A paixão, que há pouco dizia acabada, reacende-se em ondas e espalha-se pelos nossos corpos, intercaladas por conversas de alma aberta, com sentimentos a escorrerem-me dos lábios.
Depois chega o fim, forte, súbito, concretizado numa campainha estridente a coincidir com a última onda de paixão. O Mundo retoma o movimento, faço uns telefonemas, reinvento o tempo que ignorámos, recoloco o cosmos no sítio. Saio para o frio quase sem o sentir, a alma ainda cheia de ti. Faço os gestos necessários de forma automática, presa ainda nas sensações da tarde. Tento apanhar pedaços de ti no que vejo à volta. Deslocámos os planetas... dois deles colaram-se à Lua, numa desculpa para ouvir de novo a tua voz. "Não a vejo, há demasiados prédios aqui". Odeio estes obstáculos que nos separam.
Chego finalmente a casa, exausta. A realidade apanhou-me de novo e quero fugir. Deito-me e adormeço, derrotada, sem descansar realmente, a esforçar-me por ignorar os puxões do quotidiano. Acordo com o silêncio da casa. Sinto a falta dos teus braços. Reviro-me na cama a saber que não vou conseguir voltar a adormecer. Levanto-me em busca de restos de ti e tu voas para mim, como podes... Deixo-me embalar pela tua voz e durmo por fim, com o corpo a latejar de recordações e a alma quente de ti.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Dias de Sorrir
São estes em que sei que me entendes e que estás atento. São estes em que me convenço de que faço diferença e de que consigo tornar-te um pouquinho mais feliz. Nestes dias o tempo passa mais rápido com a pressa de estar contigo e sorrio a cada minuto. És, desde o início, o meu sorriso e por tua causa os dias nem parecem tão frios.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Capacita-te
Capacita-te de uma vez por todas, que és tu quem lá está, estás lá sempre, e fazes os impossiveis para me ajudares, às vezes sem pensares nas consequências menos boas que isso possa ter para ti. Estás, tens estado, aliás, és sempre tu que lá estás.Incondicionalmente.
De novo
Voltei a sentir que não chego, não consigo proteger-te o suficiente, não consigo estar lá.
Odeio este sentimento de impotência. Odeio estar a ver-te a doer e não poder fazer nada. Se pudesse refazia o Mundo todo.
Odeio este sentimento de impotência. Odeio estar a ver-te a doer e não poder fazer nada. Se pudesse refazia o Mundo todo.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Arrepios...
...percorrem-me o corpo para cima e para baixo. Quando achava que estava tudo controlado, quando achava que as coisas estavam a encaixar, voltam as dúvidas e as inseguranças. Quero fugir... de mim, de ti... de tudo. Quero que pare este turbilhão de sentimentos. Quero saber quem sou outra vez. Quero conseguir de novo viver comigo.
sábado, 13 de setembro de 2008
Tout court
É bom sentir que estás aí. Que te preocupas que dás o ombro, que dás os mimos, que só não dás aquilo que não podes. É tão bom ter-te aí. E mesmo à distância dás muito mais do que aquilo que pensas que dás.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
A Inutilidade das Palavras
És tu e sou eu. E por sermos nós não precisas de ter medo, de nada. Estou cá, leio-te, entendo-te. Mas... por sermos nós as palavras também são inúteis. És tu e eu sei o que te vai na alma. És tu e sei o que sentes, mesmo sem palavras. Bastam-me os sentimentos, não preciso de ouvir as palavras.
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
SONO II
E foi tão bom sentir o teu sono. Sentir deixares-te adormecer nos meus braços...tocar-te enquanto dormes, buscar o teu prazer assim sem te acordar, tocando-te.
Precisas de ter inseguranças?
Ou então sou eu que tenho medo das palavras e não te digo tudo o que querias ouvir.
Mas...
Sou eu
Precisas de ter inseguranças?
Ou então sou eu que tenho medo das palavras e não te digo tudo o que querias ouvir.
Mas...
Sou eu
terça-feira, 2 de setembro de 2008
A Medida do Amor...
... que se tem por alguém é a disponibilidade de cada um para não magoar o outro. Amo-te.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Recuerdos
Há quem julgue que são porta-chaves ou ímanes para o frigorífico. Para mim são beijos de chocolate e vou guardá-los pra sempre.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Dias Perfeitos
Estes que passam, nesta nova vida. Agora é só garantir que consigo banir a tristeza do teu olhar.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Ler ou não ler eis a questão
Leio-te, aliás como te leio sempre, aliás como nos lemos um ao outro, há tanto tempo, eu diria desde sempre.
Sei o que te vai na alma, sei o "quero parar", apesar de não quereres sei que o tens que fazer, e sei sobretudo que também te quero ver feliz e sem sofrer.
Sei que estarás sempre em mim, aconteça o que acontecer, e sei também quão perigoso começa a ser.
Paramos as coisas quando tu quiseres, sempre assim foi a regra do jogo, o não pôr em causa certas e determinadas coisas. Vou pensar como tu, não pensar em acabou, não pensar em perdas, pensar apenas em ganhos e em quão bom foi ter-te este tempo, pensar em quão bom foi tudo, e sobretudo em quão bom é ter uma amiga como tu, e pensar que de alguma maneira, de uma maneira ou de outra te terei sempre, e pensar que por muito que por um lado te possa custar, por outro lado serás a primeira a ficar feliz com a minha felicidade, quando eu a encontrar. Assim eu veja também a felicidade em ti.
O resto...
O resto tu sabes
Tu lês-me.
Sei que estarás sempre em mim, aconteça o que acontecer, e sei também quão perigoso começa a ser.
Paramos as coisas quando tu quiseres, sempre assim foi a regra do jogo, o não pôr em causa certas e determinadas coisas. Vou pensar como tu, não pensar em acabou, não pensar em perdas, pensar apenas em ganhos e em quão bom foi ter-te este tempo, pensar em quão bom foi tudo, e sobretudo em quão bom é ter uma amiga como tu, e pensar que de alguma maneira, de uma maneira ou de outra te terei sempre, e pensar que por muito que por um lado te possa custar, por outro lado serás a primeira a ficar feliz com a minha felicidade, quando eu a encontrar. Assim eu veja também a felicidade em ti.
O resto...
O resto tu sabes
Tu lês-me.
domingo, 24 de agosto de 2008
Hoje é o primeiro dia...
Chega. É altura de parar. A noite foi longa mas dormi bem, depois de ontem à noite ter tomado um banho longo e pensado imenso. Enchi a banheira de água e deixei o calor tomar-me por dentro, enquanto o instinto de auto-preservação ia procurando raízes. Temos de falar, sozinhos, sem miúdos, nem pressas, nem dramas. E também sem nos repetirmos. Escrevo estas linhas com a esperança de que já seja tarde, que estejas feliz e não seja preciso falar. Escrevo estas linhas com a esperança de que, o que quer que tenha acontecido, hoje seja o primeiro dia do resto da minha vida.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Sono I
Ando a precisar desesperadamente de dormir e o sono foge-me. Esta noite acordei, de madrugada como sempre, demasiado cedo. Remexi-me na cama, desconfortável com o vazio que sentia. Revoltei-me comigo mesma. Não pode ser! Forcei o corpo a relaxar, lentamente, a encontrar uma posição cómoda. Fechei os olhos e tentei relaxar também o espírito. Expulsei-te. Eliminei as imagens de ti que pairam sempre na minha cabeça... o teu olhar a brilhar de desejo... o teu sorriso brincalhão... a tua gargalhada reconfortante... o teu toque... eliminei todas as imagens. Concentrei-me no sono, no cansaço, na necessidade de dormir e esquecer tudo. Devagarinho senti o sono a chegar e a alma a resvalar para o limbo, para aquela zona em que a realidade se mistura com o sono e em que deixamos de controlar as imagens. Vi-me a mergulhar nos teus braços, a ser envolvida e aconchegada, senti-me inteira, completa e consegui finalmente adormecer. Às vezes queria viver em sonhos...
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Pairo...
... por um instante. Suspendo o tempo. Isolo o Mundo. Durante uns momentos finjo que só existimos nós. Sempre com a consciência que a gravidade vai actuar e que vou aterrar. Violentamente, com força, cedo demais. Saboreio cada minuto, como se fosse o último e a saber que esse se aproxima, depressa.
domingo, 27 de julho de 2008
Não Ter
Não ter direitos. Não ter poder. Não ter certezas. Não ter obrigações. Não ter posse. Não ter força de vontade. Não ter coragem. Ter, apenas e só, amor.
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Ter ou não Ter
É mais do que poder dizer que se tem, é poder ter, é sentir ter, é independentemente de se poder gritar ou não que se tem, de se poder registar ou não a posse, se sentir que se tem, se sentir que sim, se sentir saudades, se sentir desejo, enfim numa palavra, GOSTAR
domingo, 20 de julho de 2008
Uma Semana
Parece imenso tempo. Tempo suficiente para te esquecer e parar esta loucura. Deito-me na relva a ler. Leio uma descrição detalhada de uma batalha. Lembro-me de como gostas das descrições e que o livro é teu. Fecho o livro e suspiro. Ligo a música e deixo-me levar para longe. "I love you baby and if it's quite all right I need you baby..." A tua musica. Desligo e suspiro de novo.
Viro-me de barriga pra baixo e fecho os olhos enquanto esvazio a mente de tudo o que te diz respeito. Imagino uma parede branca. Oiço os sons dos miúdos a brincarem, sinto o calor do sol nas costas a aquecer-me. Uma suave aragem acaricia-me os braços. De baixo pra cima. Como as tuas caricias. Sinto a pele a arrepiar-se e desisto.
"Estás sempre aqui..." Disseste-me tu. Pois estás...sempre.
Viro-me de barriga pra baixo e fecho os olhos enquanto esvazio a mente de tudo o que te diz respeito. Imagino uma parede branca. Oiço os sons dos miúdos a brincarem, sinto o calor do sol nas costas a aquecer-me. Uma suave aragem acaricia-me os braços. De baixo pra cima. Como as tuas caricias. Sinto a pele a arrepiar-se e desisto.
"Estás sempre aqui..." Disseste-me tu. Pois estás...sempre.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Dia Especial
Hoje devia ter sido dia de te acordar com um beijo apaixonado e ficar encostada a ti a sentir o sono transformar-se em paixão. Devia ter sido dia de te levar o pequeno-almoço à cama, torradas, café e sumo de laranja e deitar-me ao teu lado a falar de nada. Dia de sair atrasada pra trabalhar e voltar a correr para almoçar contigo, só nós dois, isolados do mundo, e ter para sobremesa risos e brincadeiras. Dia de ficar a ler um livro na cama enquanto tu matas bichos no computador e ouvir-te resmungar que não te apetece quando sais atrasado para trabalhar. Dia de ir comprar um enorme bolo de chocolate e fazer baba de camelo para a sobremesa enquanto espero que voltes. Dia de fazer contigo outras coisas que são tão importantes que nem me atrevo a passá-las a palavras.
E será assim, um dia, noutra vida.
Nesta, foi dia de pensar em ti e sonhar acordada.
E será assim, um dia, noutra vida.
Nesta, foi dia de pensar em ti e sonhar acordada.
terça-feira, 8 de julho de 2008
domingo, 6 de julho de 2008
Dúvidas
Ontem tive a sensação que algo estava diferente. Estavas sensivel...um pouco distante... diferente.
Hoje sinto mais dúvidas que nunca... estou a ler-te mal?
Hoje sinto mais dúvidas que nunca... estou a ler-te mal?
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Choros
Hoje encostei-me a ti e soltei a alma. Disse tudo o que me pesava cá dentro, as preocupações, as mágoas, os medos, as culpas... E tu ouviste e aconchegaste-me e mimaste-me, como se fosse suposto, como se fizesse parte. Tu, que estás sempre a dizer que temos apenas a parte boa, levaste com toda a minha parte má em cima. E ficaste lá, e disseste as coisas certas e afogaste-me em abraços. Não é só a parte boa, são todas as partes. Somos nós inteiros.
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Este Blogue dava um Programa de Rádio, uma Ópera, uma Telenovela Mexicana, Whatever
Porque blogues como este não são comuns, porque é nosso, porque aqui começámos por gritar os disparates e fantasias, e neste momento gritamos amores e paixões. Porque este blogue é nosso, sobre aquele conceito de nós que não existindo, existe muito mais do outras coisas existem. Porque te adoro e a tua voz no meu ouvido me faz sempre falta. Porque as peças, essas, afinal encaixam, tanto quanto possível, mas encaixam.
terça-feira, 24 de junho de 2008
Gestos
Há gestos que marcam imenso, mesmo que não pareçam importantes. Ontem marcou-me a forma como me abraçaste quando cheguei, com força, sofregamente, com uma espécie de desespero que me assustou. Apetecia-me dizer estou aqui, vou estar sempre aqui pra ti.
Depois, à noite, impressionou-me a importância que deste ao nome no quadradinho. Para mim sempre foi uma brincadeira, nunca passou disso. Já tinha percebido que para ti era mais importante, mas só registei até que ponto quando ouvi a felicidade na tua voz ao ver o tal quadradinho. Fiquei a pensar porquê...
Fiquei a pensar que andei demasiado focada no que sinto e pouco no que tu sentes. Fiquei a pensar que andas sozinho, por mais que eu tente estar lá.
Mas estou. Estarei sempre.
Depois, à noite, impressionou-me a importância que deste ao nome no quadradinho. Para mim sempre foi uma brincadeira, nunca passou disso. Já tinha percebido que para ti era mais importante, mas só registei até que ponto quando ouvi a felicidade na tua voz ao ver o tal quadradinho. Fiquei a pensar porquê...
Fiquei a pensar que andei demasiado focada no que sinto e pouco no que tu sentes. Fiquei a pensar que andas sozinho, por mais que eu tente estar lá.
Mas estou. Estarei sempre.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Palavras
"Não tens escrito..." Dizes-me enquanto me apertas num abraço clandestino, roubado, como sempre, à vida real. Olho-te de perto, reconfortada pelo teu cheiro, enquanto penso nas razões por que não escrevo. Não tenho palavras, é a primeira coisa que me ocorre. Sinto-me bem aqui, aconchegada nos teus braços, escondida do mundo, completa. Não preciso escrever... Depois olho para dentro, para este calor que me enche o espírito e vejo-me cheia de uma só palavra, de um sentimento forte e intenso que me preenche e ameaça transbordar. Apetece-me gritar e deixa-lo voar, levado pelo vento.
Sinto os teus olhos em mim, à espera de uma resposta. Tento explicar-te medindo as palavras, com cuidado, escolhendo-as a dedo como se fossem frágeis e pudessem partir-se. Temos tido, desde o início, um enorme cuidado com as palavras. Guardamo-las, escondemo-las, dizemo-las a medo, como se o facto de serem ditas tornassem reais os sentimentos que definem. É mentira, os sentimentos estão lá, sem serem definidos por palavras, estiveram lá sempre, mesmo quando não os queríamos, mesmo quando os reprimíamos.
Calamo-nos de novo, naquele silêncio confortável que tantas vezes temos, não como se estivesse tudo dito, mas como se as palavras não fossem necessárias entre nós. Encosto-me ao teu peito satisfeita, segura, inteira. Não preciso da palavra, sei que tu entendes. E esta certeza mantém-se e prolonga-se para além do abraço, estende-se no tempo até ao momento de ir embora. A partir daí o sentimento continua a encher-me a alma mas de uma forma inútil. Faltas-me. De que serve este sentir? Estou incompleta.
Calamo-nos de novo, naquele silêncio confortável que tantas vezes temos, não como se estivesse tudo dito, mas como se as palavras não fossem necessárias entre nós. Encosto-me ao teu peito satisfeita, segura, inteira. Não preciso da palavra, sei que tu entendes. E esta certeza mantém-se e prolonga-se para além do abraço, estende-se no tempo até ao momento de ir embora. A partir daí o sentimento continua a encher-me a alma mas de uma forma inútil. Faltas-me. De que serve este sentir? Estou incompleta.
sábado, 7 de junho de 2008
Depois II
E fica por dizer o quê?
O que fica por dizer em duas almas que se lêem através do brilho do olhar?
E o pouco por pouco que seja é sempre tão bom.
E nem me preocupo se passa ou não, afinal não tenho pressa nenhuma.
O que fica por dizer em duas almas que se lêem através do brilho do olhar?
E o pouco por pouco que seja é sempre tão bom.
E nem me preocupo se passa ou não, afinal não tenho pressa nenhuma.
Sem titulo
E depois há aquelas alturas em que me adivinhas os desejos e me proporcionas alegrias que não pensava ir ter, e acompanhas-me e corres comigo, a meu lado, de mão dada, de lábios colados e linguas numa esgrima de desejo que põe a(s) cabeça(s) à roda. E contigo, de mão dada, de cócoras no meio da multidão, absorvo tudo o que me dás...até a música.
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Depois
Fico sempre com a noção de que ficou imensa coisa por dizer. Duas horas é sempre pouco, por mais que se aproveite cada segundo. Acabaste de sair e já só penso na vez seguinte. Mas isto nunca mais passa?
domingo, 25 de maio de 2008
Estou aqui
Sei que neste momento não serve de nada, não ajuda nada, não te resolve nada. Mas não me lembro de mais nada para te dizer. Queria poder proteger-te, arrumar o mundo num cantinho e resolver os problemas todos. Leio o que me escreves e adivinho o que não escreves. Vejo os sentimentos que se revolvem dentro de ti, o desespero, a ansiedade, a culpa, a impotência, a raiva, a frustração, as dúvidas, o cansaço, a vontade de conseguir resolver tudo da melhor maneira. Sinto o peso enorme que se abateu sobre os teus ombros e o desejo de que tudo desapareça. Só me apetece correr para ti e abraçar-te e não posso. Estou aqui, porque não posso estar aí, mas estou aqui para o que der e vier, para as coisas boas e para as coisas más. Para partilhar o peso e dividir as preocupações. E seja o que for, seja como for, vamos superar.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Sentidos V
Toco-te. Por fim e porque me perco. Levanto voo e já não sei o que faço, nem onde estou. Pairo uns momentos e deixo-me afundar na vontade. Depois emerjo, mais uma vez, para me debater e lutar mais um pouco. Porque não posso, não podemos, é egoísmo, não estamos sós.
Afasto-me e respiro fundo. Olho para ti louca de desejo e num instante deixo de raciocinar, deixo de perceber porque não podemos. Acalmo-me. Paramos os dois. Tu olhas-me e sorris. "Pensas que és só tu que sentes?" - dizes suavemente, com uma voz que devia ser ilegal. E eu fecho os olhos e mergulho de novo nos teus braços, no teu cheiro e na inevitabilidade, dividida, partida entre o que quero e o que devo.
Ainda não foi hoje, ainda não foi desta. Por hoje ainda conseguimos pensar. Amanhã nem sequer existe.
Sentidos
Falas tanto de cheiros e hoje fui eu que vim completamente inebriado e toldado em cheiros, e sabores, visões e sensações. toldado, completamente ciente de todos os meus sentidos, evidentes e activos hoje. Cheirei-te, ouvi-te, vi-te, saboreei-te, toquei-te. Toquei-te. E como é importante e bom o toque, o sentir e o fazer sentir, o percorrer o teu corpo com os meus dedos, o roçar as minhas unhas ao de leve na tua pele e sentir o arrepiar, e o jeito com que me olhas em desespero de causa, com aquele olhar de quem está à beira de perder o controle e deixar-se levar pelos sentidos apenas. Os sentidos, esses ingratos que sentem o que não queriamos sentir, que nos fazem cair os principios, que nos fazem enlouquecer e desejar. DIzes que às vezes pensas que és só tu, então se sim explica-me porque diabo eu vou também e me deixo levar por esses benditos sentidos que me fazem sorrir.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Normalidade
Penso sempre que vai ser normal. Que é desta vez que vai ser normal. Que vamos estar como amigos e deixar para trás toda esta loucura. E de cada vez, tudo desaba de novo, tudo acontece de novo. Os meu lábios procuram os teus, as minhas mão procuram o teu corpo, páro de pensar no que é racional, desafio-te, provoco-te, e sim adoro sentir como te desfazes arrepiada nas minhas mãos, e desisto. Passo apenas a pensar que é assim mesmo. Que não vale a pena pensar, é assim e pronto.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Vazio
Hoje tenho a alma lavada em lágrimas e cada passo exige de mim um esforço incomensurável. Sei que não posso largar os meus pesos em cima de ti. Sei que tenho que resolver sozinha, que resolver-me sozinha. Mas tudo o que consigo é manter os olhos abertos e apanhar as peças que vão caindo, num esforço impossível de me manter inteira.
É a primeira vez que preciso de ti e tu não estás. O vazio é enorme, negro, infindável e ameaça engolir-me a cada segundo que passa. Não consigo pensar em amanhã. Não consigo sequer pensar no anoitecer de hoje. Apanho as peças que caem, mas há algumas que me faltam e, neste momento, parece que me vão faltar para sempre. Que me vão fazer sempre falta. Só me lembro do que escreveste sobre faltar uma parte de mim. Pergunto-me se alguma vez me voltarei a sentir inteira.
É a primeira vez que preciso de ti e tu não estás. O vazio é enorme, negro, infindável e ameaça engolir-me a cada segundo que passa. Não consigo pensar em amanhã. Não consigo sequer pensar no anoitecer de hoje. Apanho as peças que caem, mas há algumas que me faltam e, neste momento, parece que me vão faltar para sempre. Que me vão fazer sempre falta. Só me lembro do que escreveste sobre faltar uma parte de mim. Pergunto-me se alguma vez me voltarei a sentir inteira.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Sentidos IV
Saboreio-te. Horas depois de te deixar, sinto ainda o teu sabor nos meus lábios. Intenso, doce, a tabaco e cereja. Como se estivesse a ser beijada por um fantasma. Pergunto-me se a memória dos teus beijos alguma vez se desvanecerá. E pergunto-me constantemente onde é que vamos parar e se conseguiremos não ir mais longe. Lembro-me das conversas que tivemos, das vezes que pensei que seria o último post, que o blog estava encerrado. E não consigo, nunca consigo.
Gravo o sabor na memória. O que quer que se passe ou não, a Primaverá saberá sempre a tabaco e cereja.
Gravo o sabor na memória. O que quer que se passe ou não, a Primaverá saberá sempre a tabaco e cereja.
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Sentidos III
Cheiro-te, sofregamente, a enterrar o nariz no teu pescoço, nesta dualidade interminável em que me encontro. O teu pescoço serve de escape, de fuga, de porto de abrigo das tormentas que me queimam a alma. Porto fugaz. Num instante inspiro o teu cheiro e deixo-o invadir-me, fecho os olhos, sinto a tua pele com a ponta do nariz e perco-me de novo. Já não é seguro o teu pescoço, o teu peito, nada é seguro.
A Terra treme contigo perto, o céu rebenta numa tremenda tempestade, que só não me assusta mais porque parte de dentro de mim, os rios transbordam, as florestas incendeiam-se e eu ardo e fujo e corro. Corro em círculos. Fujo de ti enquanto corro para os teus braços. E luto... Luto contra ti, mas sabes que não é contigo. Ambos sabemos que na verdade é comigo que luto, é comigo que me debato, é só a mim que tenho que vencer.
E depois acho que consigo, mando-te embora, afasto-me do teu cheiro. Consegui, penso vitoriosa, para num instante sentir uma perda intensa. Foste embora e de ti só resta o teu cheiro na minha roupa... a desvanecer-se, lentamente.
sábado, 26 de abril de 2008
Gavetas II
Arrumei-as de novo. Penosamente, a custo. Desta vez deitei coisas fora, estavam mesmo demasiado cheias. Outras dobrei, comprimi e amachuquei, porque não as quero deitar fora. Agora estão arrumadas, mesmo que não seja bonito o que está lá dentro. Aproveitei para as fechar à chave e deitar a chave fora. Para as voltar a abrir terei de arrombá-las e ficarão marcas.
Agora estou a olhar para elas e a pensar até que ponto me fará falta o que deitei fora e até que ponto conseguirei viver com o que amachuquei. Bom, o essencial está lá dentro, a salvo. Deitei fora partes de mim, conceitos de impossibilidade e peças que não encaixavam. E agora vou abrir a janela e deixar o sol lavar-me a alma, aproveitar o Verão, porque o Inverno não tarda e tem laivos de eternidade.
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Sentidos II
Vejo-te a olhar para mim, com os olhos semicerrados, sorridentes. Sinto-me bem assim, pertinho de ti. Os teus olhos falam tanto... Basta olhar para eles para saber o que pensas, o que sentes, como estás.
Lembro-me de ao principio ter dificuldade de te olhar nos olhos, como se tivesse medo de me perder neles. Agora procuro-os avidamente sempre que estamos juntos, como se neles estivessem as respostas todas. Não estão todas, mas estão algumas e perco-me na mesma.
Olho-te nos olhos e luto contra mim, contra as vontades, contra o desejo que cresce e nos envolve e me empurra para a frente até que desvio o olhar e enterro a cara no teu ombro, incapaz de continuar a lutar. Descanso por um momento assim, de olhos fechados, sem te ver, só a sentir-te, enquanto ganho forças para mergulhar os meus olhos nos teus e pairar sobre o abismo, só mais um bocadinho...
Teclados
Leio-te, tanta coisa que me apetece dizer-te e a pirmeira imagem que me vem à cabeça, é que apesar de os meus dedos poderem andar a dedilhar outro teclado, se calhar não o dedilham como dedilhariam o teu, e vem-me à cabeça como me apeteceu dedilhar-te ontem antes do bora lá pensar....e como me sabe bem estar ctg...e como tão fácilmente me fundo em ti egosto que te fundas em mim...o resto, é o avanço da minha vida, baseado em todos os pressupostos de que já falámos sobre aquela figura improvável, e no entanto tão presente que é o nós.
Somos o que somos, temos o que temos, que é tão bom, e que vamos absorvendo sofregamente, conforme podemos. Sim...é verdade...ando a dedilhar outro teclado, e ando a tentar fazê-lo da forma mais honesta possível, a tentar ter o melhor de dois mundos, criando uma subdivisão entre aquele eu, e este que não me apetece deixar e que te adora e te dedilha quanto pode, naquele limbo que existe só para nós.
Somos o que somos, temos o que temos, que é tão bom, e que vamos absorvendo sofregamente, conforme podemos. Sim...é verdade...ando a dedilhar outro teclado, e ando a tentar fazê-lo da forma mais honesta possível, a tentar ter o melhor de dois mundos, criando uma subdivisão entre aquele eu, e este que não me apetece deixar e que te adora e te dedilha quanto pode, naquele limbo que existe só para nós.
Sentidos I
Oiço-te a teclar, como sempre, como faço há meses. Quietinha, em silêncio, sem querer interromper-te a concentração, pressionar-te com perguntas, roubar a tua atenção. Oiço-te, atenta ao ritmo com que pressionas as teclas, agora mais leve e saltitante, sem hesitações e sem suspiros, com a respiração suave.
Lembro-me de como te ouvia antes, a respiração intercortada, os suspiros profundos, a pressão súbita e a hesitação enquanto procuravas as palavras que te pesavam no espírito. Tão diferente de agora.
De repente, o tique-taque das teclas é interrompido por um riso baixinho, doce. Gosto tanto de te ouvir rir, penso, enquanto o coração se me aperta do riso não ser para mim. Luto comigo própria para não te perguntar o que dizes e o que pensas. Consome-me um profundo sentimento de posse, quero ser dona dos teus risos, dos teus suspiros, dos teus pensamentos, da tua pele, dos teus lábios, do teu corpo.
Estremeço com a intensidade do sentimento que se esvai com a mesma rapidez com que me assola. Racionalizo, sei que ninguém é de ninguém, que os seres humanos não são coisas que se possam ter, mesmo em relações simples. As pessoas dão-se mas não se tem. Penso em tudo o que me dás e sinto-me grata. Maravilho-me outra vez com a improbabilidade que é tu existires.
Oiço os teus dedos alegres, suaves, a responderem à afirmação que te arrancou o riso e imagino-me um teclado gigantesco, a ser percorrido pelos teus dedos, enquanto te ris baixinho. Estremeço de novo e tenho vontade de desligar a chamada. De repente sinto-me voyeur a espreitar pela janela a tua nova vida. Depois lembro-me das noites de janela fechada, da solidão, da certeza de que outro alguém é teclado debaixo das tuas mãos.
Fico quieta, atenta, à espera que os teus pensamentos naveguem na minha direcção e que da janela aberta volte a jorrar o Sol que ilumina os meus dias.
terça-feira, 22 de abril de 2008
Noite II
Anoiteceu depressa. Demasiado depressa. Não sei para onde foi o tempo, mas como sempre voa quando estou contigo. Tenho a cabeça em loop...vou ter saudades.
Tarde
Estou contigo e estou bem. É tão fácil estar contigo, quase como respirar. Fico a pensar se me irá faltar o ar se não estiver. Decido não cortar nada, num impulso como faço tudo, quanto mais não seja porque não sou capaz de te magoar. Agora fica assim... mais umas horas... mais uns dias. Depois vê-se. Agora quero sentir o sorriso na tua voz e imaginá-lo nos teus olhos. Quero estar simplesmente, sem pensar, aqui, quietinha, a ouvir-te.
Almoço
Leio e releio as tuas palavras. Assusta-me o cortar de repente...Não quero.
Tu não te interpões entre mim e a minha felicidade. Aliás és tão parte da minha felicidade como eu sou parte da tua... Há coisas que não têm explicação, são e pronto. Desarrumam gavetas, afagam-nos os cabelos, arrepiam-nos a pele... fazer o quê?
As coisas seguirão o seu caminho, e neste momento aquilo que disse é o que consigo dizer.
As empatias, as paixões, os amores, acontecem quando e como têm que acontecer, não se escolhem, não se mandam, não se procuram....acontecem e pronto...e fugires, cortar, é fuga para a frente que não me parece tenha grande resultado prático a não ser uma enorme sensação de vazio.
Não te adorarei menos se fugires... ficarei com aquela enorme sensação de vazio, de me faltar parte de mim, que és.
Tu não te interpões entre mim e a minha felicidade. Aliás és tão parte da minha felicidade como eu sou parte da tua... Há coisas que não têm explicação, são e pronto. Desarrumam gavetas, afagam-nos os cabelos, arrepiam-nos a pele... fazer o quê?
As coisas seguirão o seu caminho, e neste momento aquilo que disse é o que consigo dizer.
As empatias, as paixões, os amores, acontecem quando e como têm que acontecer, não se escolhem, não se mandam, não se procuram....acontecem e pronto...e fugires, cortar, é fuga para a frente que não me parece tenha grande resultado prático a não ser uma enorme sensação de vazio.
Não te adorarei menos se fugires... ficarei com aquela enorme sensação de vazio, de me faltar parte de mim, que és.
Manhã
Telefono a acordar-te, mas não tens voz de sono. Já estava à espera. Racionalmente estou feliz por ti. Repito-o na minha cabeça e sei que é verdade. Mas depois há um vazio enorme que sobe por mim acima e me amarra um nó na garganta. Não entendo esta falta de controlo. Não percebo porque é que algo que eu pressionei e forcei e desejei me está a afectar tanto.
Tenho uns ciúmes doidos, não de não ter sido eu a tocar-te, nem de não ter sido eu a dormir aninhada em ti. Tenho ciumes de não ter sido eu a ouvir a tua voz ensonada ao acordares.
Sinto uma vontade irracional de fazer exercícios de Matemática, como se apenas a lógica me pudesse salvar.
Preocupa-me a utilização que fizeste das palavras quando te perguntei se estavas feliz. Respondeste que estavas muito bem disposto. A semana passada, quando te dizia que te queria ver feliz tu respondias-me que andavas feliz. Fico a pensar se é o medo disto tudo me magoar que se interpõe entre ti e a felicidade. Leio e releio o que escreveste ontem e, pela primeira vez, pondero a hipótese de cortar de repente, o que ainda ontem me horrorizava. Não quero, nem posso, estar entre ti e a felicidade. És demasiado importante para mim.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Quintas feiras
Resoluções, são aparentemente boas ideias, mas há coisas que não se devem cortar de repente... não há porque... há lugar para mais que uma pessoa no coração de cada um, uns pode ser que o ganhem a pouco e pouco, outros aterraram lá, colaram, ganharam lugar cativo, e são uma boa parte do calor que nos conforta e nos faz seguir em frente, mesmo quando querem ser ultrapassados.
Razão de ser
Razão de ser, é alguem olhar-nos nos olhos e sentirmo-nos desejados, sentirmos que somos importantes, é estremecer ao toque e ao deslizar da palma da mão pela pele. É sermos capazes de dizer não quando queremos dizer sim e ficarmos felizes por isso.
Primavera
Hoje parei o carro ao fim da tarde e olhei-me no espelho retrovisor. Olhos inchados, nariz vermelho e pingão da alergia. E estava linda. You make it so.
Paz
Há dias em que sai quase tudo para fora. Sai a parte melhor, sai a que tem que sair, com travões e reticências, avanços e recuos. Há dias em que as coisas não correm como se esperavam que corressem, e é tão bom que assim seja. E é tão bom sentir-te sorrir, e aninhar, e deixar estar, e não fugir. Os equilibrios, as justificações e as razões, essas estão sempre lá, continuam de pedra e cal, têem que lá estar, e nós, aproveitar o que é bom, até onde pudermos ir. E sim é tão bom termos o melhor das pessoas, e tão egoista querer te-lo para nós. Mas é bom. Agora também te quero proteger, de mim, de ti, das coisas que não podem ser, nesta dualidade de te querer ter em meus braços, e sendo a peste que te desarruma as gavetas, quando as devia deixar fechadas. E que mal tem se o sonho de vez em quando for mais palpável, mesmo que inatingivel?
Sinto-te bem e em paz apesar de tudo, e sinto-me em paz também, e vou dar um passo em frente, sabendo que apesar de estar a construir muros, não vou deixar de te ter tambem.
Sinto-te bem e em paz apesar de tudo, e sinto-me em paz também, e vou dar um passo em frente, sabendo que apesar de estar a construir muros, não vou deixar de te ter tambem.
terça-feira, 15 de abril de 2008
Voltas
Há blogs que têm um determinado tempo de vida e depois morrem, disseste tu. É verdade sim, eu sei. Mas acabo por voltar sempre aqui. Porque há coisas que não consigo dizer ou que não posso dizer. Porque há dias que são demasiado longos. Porque às vezes não dá para telefonar. Porque sim.
As gavetas continuam fechadas e arrumadas, mas a disposição das coisas altera-se a cada dia. E há dias em que parecem demasiado cheias e há dias em que parece que não cabe lá tudo. Não interessa. É melhor não pensar. Apetece-me relva e palmeiras e dias de Sol.
As gavetas continuam fechadas e arrumadas, mas a disposição das coisas altera-se a cada dia. E há dias em que parecem demasiado cheias e há dias em que parece que não cabe lá tudo. Não interessa. É melhor não pensar. Apetece-me relva e palmeiras e dias de Sol.
sábado, 5 de abril de 2008
Gavetas
Hoje cheguei a casa e desarrumei as gavetas que estavam fechadas. Depois voltei a arrumá-las. Agora já as fechei outra vez, mas com a certeza do que lá tenho dentro.
sábado, 29 de março de 2008
A noite mais longa...
...foi a que passou. Não imaginas tudo o que me passou pela cabeça. Não quero que imagines.
sexta-feira, 7 de março de 2008
Old Friends
Já te consigo olhar nos olhos e tu já não olhas para longe. Os teus olhos já não pedem que te salve. Continuam tristes e perdidos mas agora estão, acima de tudo, cansados. E eu continuo a sentir-me frustrada por não poder fazer nada, mas também não é o"não poder", é mais o "não conseguir", o "não ter poder para". Não adianta abraçar-te ou encharcar-te em sangria que nada se vai alterar. Falar também não adianta. Já falámos tudo, todos os ângulos, todos os vértices. Às vezes penso que falar só piora, reaviva a dor, faz-te pensar de novo, faz-te pensar mais, desesperar mais.
Disse-te que não sou eu que te vou fazer pensar e não vou. Vou fazer-te esquecer, sempre que puder. Vou desafiar-te e provocar-te e arrancar-te gargalhadas e fazer os teus olhos brilharem.
Ontem trouxe uma sensação quente e confortável de velhos amigos, que estão em casa de cada vez que se encontram. Mas também trouxe muitas, muitas saudades dos teus abraços.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Montanha Russa II
Tem sido desde o início. Uma viagem com um destino imprevisível e uma duração incerta. Ao principio era a subir, lentamente, quase sem sentirmos que estávamos a andar, mas com o estômago apertado pela adrenalina, pela excitação, por não sabermos onde íamos nem onde era o topo. Foi bom. Depois o pico veio, demasiado depressa, quase sem darmos por ele.
Agora é sempre a descer, rápido, com o vento a bater na cara e a tirar-nos o ar. De vez em quando há um solavanco e levantamos voo. Sinto-me muitas vezes assim, a pairar... Sem saber qual é o caminho nem onde vou aterrar. Continua a ser bom, continuo a não querer sair, apesar do descanso de saber que há um fim à vista, do conforto que dá saber que não descarrilámos.
Vale a pena escreveste tu. Valeu. Vale.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Desabotoo
Doem-me os lábios, andam dormentes há vários dias, com a somatização de um desejo incontrolável. Pedem um beijo.
Quero beijar sofregamente, com violência, esfregando os lábios na pele áspera da barba por fazer. Quero sentir e saborear e cheirar e viver outra vez. Quero embebedar-me de loucura e paixão até parar de pensar.
Quero beijar como se não houvesse amanhã, até porque sei que, se o fizer, o mundo acaba e o amanhã será algo que não cabe na imaginação.
Quero beijar como se não houvesse amanhã, até porque sei que, se o fizer, o mundo acaba e o amanhã será algo que não cabe na imaginação.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Disparate fugitivo
Tenho um disparate no bolso de trás das calças. Um enorme disparate, o maior de todos. Escorreu-me esta manhã de dentro de um lápis de carvão, sem que eu pudesse impedi-lo. Devia rasgá-lo, destruí-lo, queimá-lo, mas não. Guardei-o no bolso de trás. E agora está lá preso, abotoado, seguro, como não esteve no lápis. Que há disparates assim, fortes demais.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Montanha Russa
As emoções e as sensações sobem e descem, rapidamente, sem nunca parar, passando de um extremo a outro. Sonhamos e pensamos e sabe sempre a pouco e tenho sempre medo de mais. Mas também não quero parar o raio do carrocel, não me apetece sair. Assim rio-me e pico-te e fujo e fecho janelas que abro logo a seguir. E estou bem ou não estou ou não sei se estou.
Bjs escreves, a mandar-me embora, de regresso ao real, àquilo que realmente existe, para além dos conceitos. Não quero ir, não quero aterrar e não quero bjs. Quero beijos por inteiro, com as letras todas, nem que seja porque cada letra que escreves é mais meio segundo que te sinto comigo, é mais meio segundo que sonho acordada.
Hoje é dia
Hoje é dia de passos atrás, nesta montanha russa de emoções e sensações.
Pensamos sempre que temos as coisas mais ou menos controladas, que somos fortes, isto e aquilo, mas basta uns minutos e a escalada é irreversível.
Basta um pouco para me apetecer linhas a penetrar em quadrados, turbilhões de emoções, abandonar-me aos sentidos, não pensar em consequências, e pensar feito parvo, que tudo pode acontecer, sem que as coisas mudem ou alterem, sem que haja consequências. É então que a realidade me dá chapadas e se decide que é tempo de dar passos atrás, mesmo sem grande vontade.
Pensamos sempre que temos as coisas mais ou menos controladas, que somos fortes, isto e aquilo, mas basta uns minutos e a escalada é irreversível.
Basta um pouco para me apetecer linhas a penetrar em quadrados, turbilhões de emoções, abandonar-me aos sentidos, não pensar em consequências, e pensar feito parvo, que tudo pode acontecer, sem que as coisas mudem ou alterem, sem que haja consequências. É então que a realidade me dá chapadas e se decide que é tempo de dar passos atrás, mesmo sem grande vontade.
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Bright Sun Shiny Day
Acordei bem disposta e tomei um looongo banho. Deixei as preocupações serem lavadas pela água e não pensei. Aqueci, por dentro e por fora, pela primeira vez em dias. Depois sequei-me cuidadosamente e arranjei-me, devagar, com atenção aos detalhes, como nunca faço, como se fosse um dia especial. E o cérebro começou a funcionar, mesmo contra a minha vontade. "Porquê? Para quê?" Ressoava-me na cabeça. "Para mim, porque mereço sentir-me bem." Respondia a mulher a mulher responsável dentro de mim. "Porque é Sábado e me apetece sair!" Rebelava-se a adolescente, logo de seguida.
Abanei a cabeça e calei-as às duas. Pus creme no corpo e mudei o perfume que uso há 3 semanas. Um cheiro diferente, num dia diferente. Vesti roupa interior enquanto me lembrava da tua quase proposta. Sorri para dentro e vesti mais roupa interior.
Não sei o que vou fazer hoje, quando, onde ou com quem, mas sei que vou fazê-lo para mim mesma, que vou ser verdadeira comigo e que me vai saber bem... Mesmo que seja apenas ficar.
Abanei a cabeça e calei-as às duas. Pus creme no corpo e mudei o perfume que uso há 3 semanas. Um cheiro diferente, num dia diferente. Vesti roupa interior enquanto me lembrava da tua quase proposta. Sorri para dentro e vesti mais roupa interior.
Não sei o que vou fazer hoje, quando, onde ou com quem, mas sei que vou fazê-lo para mim mesma, que vou ser verdadeira comigo e que me vai saber bem... Mesmo que seja apenas ficar.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Crepúsculo
Sinto-te a fechares-te em ti mesmo, como se quisesses enfrentar tudo sozinho e proteger-me. Quase como se tivesses tomado uma decisão racional sobre o que fazer e pronto.
Ris-te e brincas, como sempre,mas há algo diferente. Ou se calhar não, se calhar já não sei ler em ti. Pegaste-me a mania de pensar demais.
Ris-te e brincas, como sempre,mas há algo diferente. Ou se calhar não, se calhar já não sei ler em ti. Pegaste-me a mania de pensar demais.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Linha na Areia
Acordei como sempre a pensar em ti, mas quando o nevoeiro do sono se desvaneceu lembrei-me que estavas mal. Lembrei-me da angústia na tua voz ontem, antes de desligares o telefone e senti um aperto grande no peito.
Sinto-me presa e tenho de fazer algo.
Depois foi a pressa do costume para sair de casa, tudo feito a correr, os nervos a subirem. Pelo caminho ligo o rádio e oiço uma das minhas músicas preferidas:
"You're a falling star, You're the get away car.
You're the line in the sand when I go too far."
De repente percebi que tinha de te ver, tinha de fazer algo para ajudar a passar a angústia e a dor.
The line in the sand, before you go too far...
Revi mentalmente o meu dia e o que sabia do teu e pensei como tornar isso possível.
Agora falta uma hora para sair e estou a tremer por dentro, a achar que sou louca, que somos loucos, que não vai servir de nada, que só vai piorar as coisas. Dou por mim a pensar que nem sequer pus maquilhagem de manhã, que não tenho comigo uma escova.
Mas sei que era preciso uma catástrofe natural para não ir.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
...
Bates nas teclas rapidamente, sem ritmo. Paras e suspiras nas pausas. E eu fico aqui, suspensa, a ouvir a tua frustração, a sentir o que te dói. Não sei o que dizer. Eu que falo tanto, que falo tantas vezes demais fico, mais uma vez, sem palavras. Queria ter uma frase mágica que resolvesse tudo, que te deixasse feliz, sem os suspiros preocupados e o desânimo na voz. E fico aqui a ouvir-te, calada, a rebuscar nos cantos empoeirados do meu cérebro a frase certa, a expressão maravilha que vai tornar tudo fácil e bom. E não há... E não posso fazer nada, a não ser ouvir e esperar que percebas que estou aqui, do teu lado, mesmo quando não digo nada.
Noite
Dormi. A noite pareceu-me longa demais. Parece sempre, como se o meu cérebro não quisesse desligar, não quisesse largar os últimos resquícios do dia. Como se os sonhos que sonho acordada fossem mais importantes do que os que sonho a dormir.
Sinto-me cansada antes de adormecer. Fecho os olhos, deixo os pensamentos divagarem, o sono tarda a chegar. Ultimamente tenho frio. Aconchego-me mas parece não chegar. Quando finalmente aqueço, remexo-me desconfortável, a sentir frio por dentro e calor por fora. Por fim adormeço, incomodada com as correntes de ar à flor da pele.
Durmo rapidamente, a correr, perseguindo sonhos que me escorrem por entre os dedos e me deixam uma sensação de profunda frustração. Acordo cedo, antes do despertador tocar, como se não valesse a pena dormir mais. E o primeiro pensamento que tenho de manhã, igual ao último que tive antes de dormir, surge envolto ainda no nevoeiro do sono e acompanhado de um sentimento misto de espanto e admiração: tu existes!
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Parvoeiras
A toda a hora tenho algo para te dizer. Abro e fecho o telemóvel inúmeras vezes. E depois estou contigo e calo-me, como se já estivesse tudo dito. Como se não fossem precisas palavras.
Sinto como se te visse todas as noites, como se chegasse. Mas depois passo o dia a inventar formas de te ver, ver. Cada uma mais rebuscada que a anterior... E nunca chega.
E eu que era tão boa a deixar de pensar.
Vale a pena
Tudo vale a pena quando a alma não é pequena...
Vale a pena quando nos faz sentir vivos...
Porque isso é viver.
É sentir o sangue quente fluir e aflorar ao tom da pele
Arrepiar com o toque
Não lavar o cabelo para cheirar o whiskey e tabaco de alguém.
É sonhar
Abrir as asas e voar.
E sentir o coração apertado e a tremer
Vale a pena quando nos faz sentir vivos...
Porque isso é viver.
É sentir o sangue quente fluir e aflorar ao tom da pele
Arrepiar com o toque
Não lavar o cabelo para cheirar o whiskey e tabaco de alguém.
É sonhar
Abrir as asas e voar.
E sentir o coração apertado e a tremer
Não quero pensar
Não quero pensar, não quero pensar, não quero pensar! São incógnitas a mais, põem-me a cabeça à roda.
Quero sonhar, por mais loucos e impossíveis que os sonhos sejam. Quero sentir também, por mais perigoso que seja... porque me sinto perdida, mas viva, como já não sentia há muito tempo. E só por isso já vai ter valido a pena.
As incógnitas
A matemática tem destas coisas, as incógnitas...as incógnitas que nos fazem parar e pensar, as incógnitas que nos apetecem saborear, as incógnitas que nos lembram os nossas próprias equações incompletas cheias elas também de tantas outras incógnitas...
As incógnitas são se calhar o sal da vida então, porque se a matemática não tivesse incógnitas, tinhamos as respostas todas, e as coisas seriam sensaboronas e chatas...
Eu, neste momento, apetece-me saborear incógnitas.
As incógnitas são se calhar o sal da vida então, porque se a matemática não tivesse incógnitas, tinhamos as respostas todas, e as coisas seriam sensaboronas e chatas...
Eu, neste momento, apetece-me saborear incógnitas.
domingo, 10 de fevereiro de 2008
Faltam-me as palavras
As palavras hoje não saem. Estou assim desde que li o que escreveste. Quero gritar que também sonho, que também quero, que também sinto e as palavras encravam. Escrevo e apago, escrevo e apago.
Uma coisa sei: não é o admitir que vai tornar a paixão real, tal como não é o negá-la que a vai fazer desaparecer. E há paixões inadmissíveis.
Não me saem as palavras. Mas também não tenho que as escrever, porque sei que as lês em mim.
Disparate
Hoje sonhei....imenso...perder-me em ti e nos teus braços, no teu cheiro, nas sensações que me provocas
Apeteceu-me dizer-te desejo-te.
Apeteceu-me dizer-te quero estar contigo.
Apeteceu-me rir, ser teenager, irresponsável sei lá.
Apeteceu-me perguntar-te se falar em paixões que têem picos rápidos é o mesmo que admitir uma paixão.
Hoje apeteceu-me ser responsável, não questionar as coisas, as realidades consolidadas que fazem as nossas opções
Hoje apeteceu-me sobretudo garantir-te, ficar a saber que te vou ter, seja de que maneira for, seja em que plano for.
E então penso, sonho e fico com o resto.
E o resto são apenas blocos que vão caindo compassadamente.
Mas a porra é que eles encaixam tão bem.
Apeteceu-me dizer-te desejo-te.
Apeteceu-me dizer-te quero estar contigo.
Apeteceu-me rir, ser teenager, irresponsável sei lá.
Apeteceu-me perguntar-te se falar em paixões que têem picos rápidos é o mesmo que admitir uma paixão.
Hoje apeteceu-me ser responsável, não questionar as coisas, as realidades consolidadas que fazem as nossas opções
Hoje apeteceu-me sobretudo garantir-te, ficar a saber que te vou ter, seja de que maneira for, seja em que plano for.
E então penso, sonho e fico com o resto.
E o resto são apenas blocos que vão caindo compassadamente.
Mas a porra é que eles encaixam tão bem.
sábado, 9 de fevereiro de 2008
Finais
Depois, à medida que as horas passavam sem notícias tuas, só conseguia pensar em finais, cada um mais drástico que o anterior.
A Maçã de Ontem
Provou ser demasiado forte. Como é que me convenci que podia só tocar e cheirar? Deixei os anõezinhos em casa, saí do Paraíso e fui. Ignorei a sabedoria de Atena e escolhi Afrodite, quando devia ter escolhido Hera. Devia ter escolhido Hera.
Acordei depois de umas horas de sono conturbado, cheio de sonhos em que comia a maçã sofregamente, com trincadelas fortes, devoradoras. Acordei com a sensação de que me doía o corpo todo e pensei nas horas passadas a dançar. Levantei-me e percebi que o corpo estava bem, que o que me doía era a alma.
A minha pele tinha o teu cheiro, a whiskey e a tabaco. Tomar banho foi um esforço sobre-humano, mas depois de te ter mandado embora, sobre-humano parece-me fácil. Não lavei o cabelo, deixei-o a cheirar a ti. Ninguém mais vai cheirá-lo e eu vou passar o dia a puxá-lo para a frente do nariz.
Não tenho final para este texto. Hoje não consigo pensar em finais.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
A Maçã desta Noite
É vermelha, luzidia, apetitosa. Apetece-me tanto! E no entanto, é a maçã da Branca-de-neve, que envenena. A de Páris, que semeia a discórdia e condena. A de Eva, que expulsa do Paraíso, o fruto proibido.
Apetece-me tanto! Mas não comer. Apetece-me tocar, deslizar os meus dedos pela casca, suave, brilhante. Apetece-me cheirar, com o nariz bem encostado e encher os pulmões com o perfume, deixá-lo encher-me e toldar-me os pensamentos.
Apetece-me tanto! Raios da maçã, insidiosa, que se infiltra nos meus pensamentos e me afasta da realidade. Que me faz sonhar, de olhos abertos mas a quererem fechar-se.
Abano a cabeça e esbugalho os olhos. Hoje não. Esta noite resisto. Fico no Paraíso, a limpar a casa dos anõezinhos e a julgar Atena a mais bela, sem escolher nenhuma.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Tempo
O dia arrasta-se e arrasta-se. Passo o tempo a pensar que nunca mais chega a hora de te ver. LOL!Como se te visse... Mas sinto-me como se te visse. E depois o tempo passa a correr, quando o teu riso é como o suave crepitar de uma lareira no meu ouvido, a aquecer-me por dentro.
Linha
Apago as mensagens que te envio e as que recebo de ti. Os telefonemas que faço e que fazes. Apago tudo, compulsivamente, como se quisesse apagar-te. Mas não quero. Não sei o que quero, ando perdida. Quero nadar, afundar-me, saltar e ficar.
Sei o que nao quero. Não quero afastar-me.
Sei o que nao quero. Não quero afastar-me.
Mentiras que ocultam Verdades
Adoro o nome que escolheste, e a descrição protectora acerca de peças que não encaixam. Não encaixassem elas, e este blogue não existiria...É essa a realidade, elas podem não poder encaixar, ficar desalinhadas, e nunca se encostarem, com a certeza porém de que encaixam na perfeição.
Re-Olhares
Olho-te com um olhar triste e perdido, porque é triste e perdido que ando. Tento ser salvo, e quero que tu te agarres a mim, sem que no fundo te agarres. Por isso te aperto olhando para longe, precisamente para que não te afundes. Quero ser salvo sim. Quero nadar sim. E apetece-me nadar num mar onde linhas e quadrados se completem, sem no entanto fazer com que torres já erigidas se desmoronem por causa disso. Brinco com o fogo e faço-te brincar com ele também. O pior é que tu não te queres queimar, mas queres brincar com o fogo. E tu inebrias-me e fazes-me sonhar. E o mar ali tão perto.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Olhares
Olhas-me com um olhar triste e perdido, como que a pedir que te salve. Eu agarro-me a ti e desvio o olhar. Não posso olhar-te nos olhos, porque se te olho afundo-me. E tu apertas-me e olhas para longe. Na verdade não queres ser salvo. Na verdade ainda queres nadar.
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