Hoje acaba um ano, e amanhã começa outro e em nada se vai notar a mudança, neste emaranhado de dias consecutivos que é a vida. Hoje acaba um ano. Um ano em que tu foste super importante no meu equilibrio. Hoje acaba um ano. Um ano em que estiveste sempre presente, um ano em que foste o fiel da minha balança e me equilbraste passo após passo. Hoje acaba um ano. Um ano em que só tenho uma palavra a dizer-te.
OBRIGADO,
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Sorriso
Não consigo parar de sorrir. Aqui estou eu, numa reunião seríssima e de sorriso parvo no rosto. Sorrio porque as coisas vão finalmente correr bem para ti, porque me ligaste a contar, porque te preocupaste, porque senti o alívio na tua voz, porque pensaste logo no tempo para nós. Porque faz um ano que te vejo infeliz e vai saber-me tão bem ver-te feliz.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Desmanchar-te
Sim é boa esta sensação de te ir conhecendo os recantos, as vontades, os desejos.
Quando não é igual a SIM, quando chega quer dizer não páres, quando acho que não consigo mais soa apenas a desafio para conseguir.
Sim, gosto da sensação de saber como te desmanchar aos bocadinhos, de te ter na palma da minha mão e brincar contigo, mas sobretudo de, na consequência, ver o brilho da exaustão nos teus olhos, sentir a tua voz melada, aspirar no teu cheiro a satisfação.
Gosto quando te tentas soltar e soltas as palavras para ti proibidas, à procura do que pretendo, quando o que pretendo é apenas que te soltes e sejas capaz de ir mais longe, cada vez mais longe, e que disfrutes cada vez mais.
Parece uma pauta musical:
"mi sobre si sem dó, lá em cima de sol fá"
Acendo um cigarro que aceitas, talvez apenas porque neste momento aceitas quase tudo, corpo e mente em Zen.
O frio....
Qual frio?
Quando não é igual a SIM, quando chega quer dizer não páres, quando acho que não consigo mais soa apenas a desafio para conseguir.
Sim, gosto da sensação de saber como te desmanchar aos bocadinhos, de te ter na palma da minha mão e brincar contigo, mas sobretudo de, na consequência, ver o brilho da exaustão nos teus olhos, sentir a tua voz melada, aspirar no teu cheiro a satisfação.
Gosto quando te tentas soltar e soltas as palavras para ti proibidas, à procura do que pretendo, quando o que pretendo é apenas que te soltes e sejas capaz de ir mais longe, cada vez mais longe, e que disfrutes cada vez mais.
Parece uma pauta musical:
"mi sobre si sem dó, lá em cima de sol fá"
Acendo um cigarro que aceitas, talvez apenas porque neste momento aceitas quase tudo, corpo e mente em Zen.
O frio....
Qual frio?
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Sem Frio
"Não abras a janela" - pedes-me com ar ensonado - "Vem para aqui, está frio..." E eu vou, colar-me a ti, a pensar que preciso de dormir e a saber que vou ficar acordada. Está mesmo frio, penso enquanto me aconchego em ti e fecho os olhos. Depois abraças-me e o mundo pára. O tempo voa com uma rapidez estonteante e eu sinto-o a voar e deixo, tonta também, numa enorme vertigem de ti.
Pedes-me palavras que eu não tenho e eu tento clarear a cabeça, tento dar-te o que queres e não consigo. No pensamento as imagens misturam-se com as sensações e os sentimentos e eu flutuo e ardo e afundo-me e perco-me. Não sei o que digo, não se o que queres de mim... sei que estou bem, estou inteira e pertenço ali, nos teus braços. "Não tenhas medo." - sussurras baixinho enquanto me envolves. "Não tenho medo, contigo nunca tenho medo!" - respondo com certezas no tom, as únicas que tenho. Agarras-me como só tu sabes e dissipas as dúvidas, os medos e o resto do Universo.
O frio foi-se e eu derreto-me, como sempre. "Adoro sentir-te desmanchares-te nas minhas mãos."- dizes com uma sorriso carinhoso e um calor na voz que me envolve e penetra em mim e me faz desmanchar de novo. O chão treme, o ar fragmenta-se, cristaliza-se e cai sobre nós. As estações misturam-se e esvaem-se e nada existe a não ser o momento. Somos nós, ali e chega-me. A paixão, que há pouco dizia acabada, reacende-se em ondas e espalha-se pelos nossos corpos, intercaladas por conversas de alma aberta, com sentimentos a escorrerem-me dos lábios.
Depois chega o fim, forte, súbito, concretizado numa campainha estridente a coincidir com a última onda de paixão. O Mundo retoma o movimento, faço uns telefonemas, reinvento o tempo que ignorámos, recoloco o cosmos no sítio. Saio para o frio quase sem o sentir, a alma ainda cheia de ti. Faço os gestos necessários de forma automática, presa ainda nas sensações da tarde. Tento apanhar pedaços de ti no que vejo à volta. Deslocámos os planetas... dois deles colaram-se à Lua, numa desculpa para ouvir de novo a tua voz. "Não a vejo, há demasiados prédios aqui". Odeio estes obstáculos que nos separam.
Chego finalmente a casa, exausta. A realidade apanhou-me de novo e quero fugir. Deito-me e adormeço, derrotada, sem descansar realmente, a esforçar-me por ignorar os puxões do quotidiano. Acordo com o silêncio da casa. Sinto a falta dos teus braços. Reviro-me na cama a saber que não vou conseguir voltar a adormecer. Levanto-me em busca de restos de ti e tu voas para mim, como podes... Deixo-me embalar pela tua voz e durmo por fim, com o corpo a latejar de recordações e a alma quente de ti.
Pedes-me palavras que eu não tenho e eu tento clarear a cabeça, tento dar-te o que queres e não consigo. No pensamento as imagens misturam-se com as sensações e os sentimentos e eu flutuo e ardo e afundo-me e perco-me. Não sei o que digo, não se o que queres de mim... sei que estou bem, estou inteira e pertenço ali, nos teus braços. "Não tenhas medo." - sussurras baixinho enquanto me envolves. "Não tenho medo, contigo nunca tenho medo!" - respondo com certezas no tom, as únicas que tenho. Agarras-me como só tu sabes e dissipas as dúvidas, os medos e o resto do Universo.
O frio foi-se e eu derreto-me, como sempre. "Adoro sentir-te desmanchares-te nas minhas mãos."- dizes com uma sorriso carinhoso e um calor na voz que me envolve e penetra em mim e me faz desmanchar de novo. O chão treme, o ar fragmenta-se, cristaliza-se e cai sobre nós. As estações misturam-se e esvaem-se e nada existe a não ser o momento. Somos nós, ali e chega-me. A paixão, que há pouco dizia acabada, reacende-se em ondas e espalha-se pelos nossos corpos, intercaladas por conversas de alma aberta, com sentimentos a escorrerem-me dos lábios.
Depois chega o fim, forte, súbito, concretizado numa campainha estridente a coincidir com a última onda de paixão. O Mundo retoma o movimento, faço uns telefonemas, reinvento o tempo que ignorámos, recoloco o cosmos no sítio. Saio para o frio quase sem o sentir, a alma ainda cheia de ti. Faço os gestos necessários de forma automática, presa ainda nas sensações da tarde. Tento apanhar pedaços de ti no que vejo à volta. Deslocámos os planetas... dois deles colaram-se à Lua, numa desculpa para ouvir de novo a tua voz. "Não a vejo, há demasiados prédios aqui". Odeio estes obstáculos que nos separam.
Chego finalmente a casa, exausta. A realidade apanhou-me de novo e quero fugir. Deito-me e adormeço, derrotada, sem descansar realmente, a esforçar-me por ignorar os puxões do quotidiano. Acordo com o silêncio da casa. Sinto a falta dos teus braços. Reviro-me na cama a saber que não vou conseguir voltar a adormecer. Levanto-me em busca de restos de ti e tu voas para mim, como podes... Deixo-me embalar pela tua voz e durmo por fim, com o corpo a latejar de recordações e a alma quente de ti.
Subscrever:
Mensagens (Atom)