quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Sono I

Ando a precisar desesperadamente de dormir e o sono foge-me. Esta noite acordei, de madrugada como sempre, demasiado cedo. Remexi-me na cama, desconfortável com o vazio que sentia. Revoltei-me comigo mesma. Não pode ser! Forcei o corpo a relaxar, lentamente, a encontrar uma posição cómoda. Fechei os olhos e tentei relaxar também o espírito. Expulsei-te. Eliminei as imagens de ti que pairam sempre na minha cabeça... o teu olhar a brilhar de desejo... o teu sorriso brincalhão... a tua gargalhada reconfortante... o teu toque... eliminei todas as imagens. Concentrei-me no sono, no cansaço, na necessidade de dormir e esquecer tudo. Devagarinho senti o sono a chegar e a alma a resvalar para o limbo, para aquela zona em que a realidade se mistura com o sono e em que deixamos de controlar as imagens. Vi-me a mergulhar nos teus braços, a ser envolvida e aconchegada, senti-me inteira, completa e consegui finalmente adormecer. Às vezes queria viver em sonhos...

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