quarta-feira, 14 de maio de 2008

Vazio

Hoje tenho a alma lavada em lágrimas e cada passo exige de mim um esforço incomensurável. Sei que não posso largar os meus pesos em cima de ti. Sei que tenho que resolver sozinha, que resolver-me sozinha. Mas tudo o que consigo é manter os olhos abertos e apanhar as peças que vão caindo, num esforço impossível de me manter inteira.
É a primeira vez que preciso de ti e tu não estás. O vazio é enorme, negro, infindável e ameaça engolir-me a cada segundo que passa. Não consigo pensar em amanhã. Não consigo sequer pensar no anoitecer de hoje. Apanho as peças que caem, mas há algumas que me faltam e, neste momento, parece que me vão faltar para sempre. Que me vão fazer sempre falta. Só me lembro do que escreveste sobre faltar uma parte de mim. Pergunto-me se alguma vez me voltarei a sentir inteira.

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