Olho-te com um olhar triste e perdido, porque é triste e perdido que ando. Tento ser salvo, e quero que tu te agarres a mim, sem que no fundo te agarres. Por isso te aperto olhando para longe, precisamente para que não te afundes. Quero ser salvo sim. Quero nadar sim. E apetece-me nadar num mar onde linhas e quadrados se completem, sem no entanto fazer com que torres já erigidas se desmoronem por causa disso. Brinco com o fogo e faço-te brincar com ele também. O pior é que tu não te queres queimar, mas queres brincar com o fogo. E tu inebrias-me e fazes-me sonhar. E o mar ali tão perto.
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