Doem-me os lábios, andam dormentes há vários dias, com a somatização de um desejo incontrolável. Pedem um beijo.
Quero beijar sofregamente, com violência, esfregando os lábios na pele áspera da barba por fazer. Quero sentir e saborear e cheirar e viver outra vez. Quero embebedar-me de loucura e paixão até parar de pensar.
Quero beijar como se não houvesse amanhã, até porque sei que, se o fizer, o mundo acaba e o amanhã será algo que não cabe na imaginação.
Quero beijar como se não houvesse amanhã, até porque sei que, se o fizer, o mundo acaba e o amanhã será algo que não cabe na imaginação.
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