Arrumei-as de novo. Penosamente, a custo. Desta vez deitei coisas fora, estavam mesmo demasiado cheias. Outras dobrei, comprimi e amachuquei, porque não as quero deitar fora. Agora estão arrumadas, mesmo que não seja bonito o que está lá dentro. Aproveitei para as fechar à chave e deitar a chave fora. Para as voltar a abrir terei de arrombá-las e ficarão marcas.
Agora estou a olhar para elas e a pensar até que ponto me fará falta o que deitei fora e até que ponto conseguirei viver com o que amachuquei. Bom, o essencial está lá dentro, a salvo. Deitei fora partes de mim, conceitos de impossibilidade e peças que não encaixavam. E agora vou abrir a janela e deixar o sol lavar-me a alma, aproveitar o Verão, porque o Inverno não tarda e tem laivos de eternidade.
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