Há dias em que sai quase tudo para fora. Sai a parte melhor, sai a que tem que sair, com travões e reticências, avanços e recuos. Há dias em que as coisas não correm como se esperavam que corressem, e é tão bom que assim seja. E é tão bom sentir-te sorrir, e aninhar, e deixar estar, e não fugir. Os equilibrios, as justificações e as razões, essas estão sempre lá, continuam de pedra e cal, têem que lá estar, e nós, aproveitar o que é bom, até onde pudermos ir. E sim é tão bom termos o melhor das pessoas, e tão egoista querer te-lo para nós. Mas é bom. Agora também te quero proteger, de mim, de ti, das coisas que não podem ser, nesta dualidade de te querer ter em meus braços, e sendo a peste que te desarruma as gavetas, quando as devia deixar fechadas. E que mal tem se o sonho de vez em quando for mais palpável, mesmo que inatingivel?
Sinto-te bem e em paz apesar de tudo, e sinto-me em paz também, e vou dar um passo em frente, sabendo que apesar de estar a construir muros, não vou deixar de te ter tambem.
Sinto-te bem e em paz apesar de tudo, e sinto-me em paz também, e vou dar um passo em frente, sabendo que apesar de estar a construir muros, não vou deixar de te ter tambem.
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